Tratamentos

Linfoma de Hodgkin

A doença de Hodgkin pode ser curável quando diagnosticada precocemente e tratada adequadamente. Segundo o INCA, o tratamento clássico é a poliquimioterapia (quimioterapia com múltiplas drogas), com ou sem radioterapia associada. Transplante de medula óssea ou de células-tronco pode ser uma opção em circunstâncias específicas, especialmente para o linfoma de Hodgkin. Em alguns casos, pode ser necessário cirurgia, em princípio para auxiliar no diagnóstico ou para fins de biópsia.

É essencial que o paciente seja acompanhado continuamente durante e após o tratamento.

Linfoma não-Hodgkin

Algumas formas de quimioterapia, radioterapia e terapia com anticorpos monoclonais ou a combinação delas estão sendo usadas com sucesso. Como os linfomas não-Hodgkin apresentam cerca de 40 formas distintas da doença, após o diagnóstico, ele é classificado de acordo com o tipo de linfoma e o estágio em que se encontra, informações fundamentais para que seja definido o tratamento mais adequado ao paciente.

Os linfomas Não-Hodgkin são agrupados de acordo com o tipo de célula linfoide, se linfócitos B ou T. Também são considerados tamanho, forma e padrão de apresentação na microscopia, e podem ser divididos em dois grandes grupos: indolentes e agressivos.

Os linfomas indolentes têm um crescimento relativamente lento e os pacientes podem apresentar poucos sintomas por vários anos, mas a cura nestes casos é menos provável do que nos pacientes com formas agressivas – que podem levar rapidamente ao óbito se não tratadas adequadamente –, mas, em geral, são mais curáveis. Os linfomas indolentes correspondem aproximadamente a 40% dos diagnósticos, e os agressivos, a 60% dos restantes, segundo o Inca. Para a forma indolente do linfoma não-Hodgkin, as opções de tratamento podem ser apenas a observação clínica ou tratamentos intensivos, dependendo da indicação médica.

Aproximadamente 25% dos pacientes que apresentam linfoma não-Hodgkin podem ser curados; já para o linfoma de Hodgkin, a taxa é de cura gira em torno de 75% quando tratados inicialmente e nos casos de recidiva, segundo a Sociedade Brasileira de Cancerologia.

Entretanto, a reação do organismo aos tratamentos costuma variar com o passar do tempo e técnicas que se provaram eficazes no início podem deixar de surtir efeito. Por isso, é necessário estar sempre bem-informado sobre novas opções de terapia. Imunoterapias, anticorpos monoclonais, citoquinas e vacinas tumorais estão sendo estudados para determinar sua eficácia nos Linfomas não-Hodgkin e, para algumas formas específicas de linfoma, têm mostrado resultados bastante satisfatórios.