Linfoma de Hodgkin e não-Hodgkin

Os linfomas de não-Hodgkin incluem mais de 40 subtipos

O Dr. Thomas Hodgkin foi a primeira pessoa a documentar o linfoma em trabalhos científicos, em 1832. Daí vem o nome da doença. O linfoma de Hodgkin é tratado com sucesso na maioria dos casos e pode aparecer em qualquer idade, embora a maioria dos casos seja diagnosticada entre os 20 e 35 anos, ou acima dos 65 e afeta mais homens do que mulheres. A doença surge quando um linfócito (tipo de glóbulo branco) se transforma em célula maligna e, de forma descontrolada, começa a crescer e se disseminar. Com o passar do tempo, essas células podem se espalhar para tecidos vizinhos e, se não houver tratamento, atingir outras partes do corpo.

Segundo o Inca, os linfomas não-Hodgkin incluem mais de 40 subtipos diferentes e o número de casos praticamente duplicou nos últimos 25 anos, particularmente entre pessoas acima de 60 anos por razões ainda não esclarecidas.

O linfoma não-Hodgkin é mais comum do que o linfoma de Hodgkin e se desenvolve principalmente em pessoas com idade acima dos 55 anos. A incidência do linfoma não-Hodgkin aumenta com a idade e chega a ser 20 vezes maior em pessoas acima de 75 anos do que em pessoas na faixa dos 20 anos.

Os linfomas não-Hodgkin são agrupados de acordo com o tipo de célula linfoide – se linfócitos B ou T –, tamanho, forma e padrão de apresentação na microscopia. Essa classificação divide os linfomas em dois grandes grupos: indolentes e agressivos.

Nos mais agressivos, ou de alto grau, a doença se desenvolve rapidamente. Nos linfomas de baixo grau, ou indolentes, é possível que a doença demore muito tempo para se desenvolver. Em ambos os casos, os pacientes podem responder muito bem aos tratamentos. Quanto mais cedo o problema for diagnosticado, maiores são as chances de cura.

Referências